sábado, 26 de fevereiro de 2011

Concurso Cultural

Gente, o Te dou um dado? lançou esse desafio:
Passamos tanto tempo tentando decidir o que fazer com essa foto da Mirella que resolvemos desistir e passar a bola para vocês: corra para o photoshop mais próximo, deixe essa foto ainda mais incrível (se é que isso é possível) e mande de volta para tedouumdado@gmail.com que publicaremos as melhores.

E se bobear encaminharemos as favoritas para a própria Mirellinha.


E aí que eu quase me mijei de rir com os "vencedores":












Nem sei dizer qual a melhor...

A gente se acostuma

A Gente Se Acostuma
Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não me diz isso...

Popularidade em alta
Vênus em trigono com Lua natal

DE: 23/02 (Hoje), 10h17
ATÉ: 04/03 , 18h24
Ocorrido anteriormente em: dezembro/2010
Entre os dias 23/02 (Hoje) e 04/03, o planeta Vênus no céu estará formando um aspecto harmônico à Lua do seu mapa de nascimento, Carmen. Este ciclo está associado a uma idéia de popularidade, charme social, boas situações envolvendo lazer, festas, encontros e reuniões. É um excelente momento para conhecer as pessoas certas, que poderão lhe beneficiar de alguma forma no seu trabalho ou em sua vida afetiva, ou até na vida espiritual. A qualidade natural deste momento envolve um bem-estar que está associado a uma busca por tudo aquilo que é bom e belo na sua concepção das coisas. É um período conveniente para interagir, fazer-se ver, conhecer gente nova. Suas emoções estarão fluindo a contento, e as pessoas em geral estarão lhe percebendo como alguém simpático. E é justamente por esta qualidade maior de simpatia neste momento que você tenderá a conseguir as coisas sem muito esforço, valendo-se mais do sorriso e da elegância.

Num sentido geral, esta tende a ser uma excelente fase para comprar roupas novas, embelezar-se ou ao seu ambiente doméstico, estrear um novo penteado, ou mesmo um novo estilo de visual. A vaidade é uma marca deste momento, e pode ser claramente aproveitada. A beleza, apesar de não ser a coisa mais importante do mundo, não deixa de ter sua importância, afinal! Cuidar de si, sentir-se bem é a ordem do momento, Carmen!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Puta merda!

Procurando cabelo em ovo
Vênus em quadratura com Mercúrio natal

DE: 17/02 (Hoje), 10h17
ATÉ: 26/02 , 20h02
Ocorrido anteriormente em: junho/2010
A desarmonia que envolve Vênus no céu com o planeta Mercúrio do seu mapa entre os dias 17/02 (Hoje) e 26/02 não é um conflito grave, Carmen, e diz respeito a alguns conflitos internos relacionados à sua forma de vivenciar o amor. É possível que, neste momento, você venha a questionar mais a sua vida afetiva, percebendo de forma mais intensa as suas insatisfações. Mas o problema neste período é que de nada adiantará muito pensar, pensar e pensar. O excesso de especulação neste momento não melhora a sua vida amorosa, e pode até torrar a paciência alheia, se você ficar falando demais sobre isso. Uma tendência natural deste momento é ficar fazendo "discussão de relação", quando se está namorando, e nem sempre são discussões que levam a algum lugar. Diz-se, inclusive, que após dez minutos de conversa, é provável que o foco do assunto seja perdido, e aí as pessoas passam a discutir milhões de coisas outras, liberando traumas e coisas que não têm nada a ver com a relação em si. Que tal não complicar?

Como eu queria achar alguém que me entendesse como o Personare...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu sou foda

Ah, fala sério: conseguir copiar um widget de um site em JAPONÊS e colocá-lo no html no meu blog???
Amigos, eu posso dominar o mundo.E vou.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Conselho

Temos que nos unir exatamente como os cinco dedos da mão.


Eles são diferentes – um é mais curto e mais grosso, outro longo e fino – mas, quando estão juntos são muito poderosos; se um deles está faltando, há fraqueza geral.


Com a gente é a mesma coisa – é preciso que cada um utilize a sua especialidade e, assim, unidos, seremos muito mais poderosos, mais cooperativos, mais amáveis.


Quando alguém age sozinho, perde força e pode fazer muito pouco.


Pense nisso e pratique a união.


(Brahma Kumaris - diretamente da newsletter da Alda)

Do blog Coisas Bobas